O medo de chuva raramente se resume ao barulho de um trovão. O cão pode reagir ao vento, à mudança de luminosidade, às gotas no telhado, à vibração das janelas e até às alterações da rotina da casa. Por isso, simplesmente reproduzir um áudio alto de tempestade não é dessensibilização: pode ser uma exposição intensa demais e fortalecer a associação de perigo.
O caminho mais seguro é trabalhar abaixo do ponto em que o cão perde a capacidade de comer, explorar ou descansar. A intensidade deve ser tão pequena que ele perceba o estímulo sem entrar em sofrimento. A partir daí, som, ambiente e previsibilidade são ajustados em etapas curtas. O objetivo não é obrigá-lo a “enfrentar”, mas ampliar gradualmente sua sensação de segurança e sua possibilidade de escolha.


